segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tatueros...


Tatueros, tatuagista, tatuageros, sei lá como dizer já que qualquer um destes "subjetivos" poderia ser usado para nomear os "caras que fazem tatuagem". Esses "caras" fazem baratinho... Parece até coisa de puta barata... O importante para esses tipos é ter um dinheiro pra tomar uma cerveja no fim de semana, para isso, fazem tatuagens "baratinhas", cobram trocados para fazer uma "tattoo", se é que dá para chamar de tatuagem algumas das coisas que vejo. Mas só existem esses "caras", porque tem quem dê uma chance para os malucos, ou melhor, maluco é quem dá o "couro" para eles. Digo couro porque só um animal dá a pele para esses "caras". É claro que algumas pessoas são vítimas da falta de informação, mas a maioria se fod$ porque quis economizar... Uma tatuagem boa não precisa custar uma fortuna, uma estrelinha não precisa custar R$200,00... Mas também não tem sentido custar R$10,00. Por R$10,00 eu nem ligo a máquininha... Tatuar tem um custo, um bom tatuador tem que investir bastante para conseguir trabalhar oferecendo qualidade e segurança para seus clientes. Eu por exemplo, fiz faculdade (EMBAP- Escola de Música e Belas Artes do Paraná) , já participei de eventos, convenções de tatuagens, fora a troca de informações com os amigos artistas, enfim, gastei, investi em conhecimento para poder oferecer um trabalho de qualidade, não tem como trabalhar por trocados pois eu não estou cobrando apenas pela tinta ou pelas agulhas, mas também pelo que eu sei fazer, e faço muito bem!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Memória

É engraçado como as memórias vêm e vão quando estamos sozinhos a pensar. Num piscar de olhos elas nos levam de volta 20 ou 30 anos no tempo, fazendo com que nos lembremos de coisas boas, ruins, bobas ou simplesmente acontecimentos que por algum motivo ficaram ali, naquele cantinho do baú de nossas memórias. Se concentrando um pouco mais é possível lembrar do cheiro daquele pão caseiro que acabava de sair do forno quando éramos pequenos ou de uma divertida e acirrada partida de dominó. Lembrar-se das pessoas que fizeram parte da nossa vida e "se ligar" de que algumas delas agora só vivem na nossa memória as vezes dói, mas também é quase como reencontrá-las e reviver bons momentos. Uns dias atrás estava tatuando um cliente e comentava com ele como, as vezes, eu acabava matando uns neorônios tentando solucionar alguns problemas que surgiam no dia-a-dia, quando ele educadamente me interrompeu e disse: ao mesmo tempo que talvez você esteja matando alguns neorônios, você também está criando novas conexões neurais. O que isso tem a ver com a memória? Tudo, especialmente o fato de que nunca mais vou esquecer dessa lição que alguém que, talvez, eu nunca mais veja me ensinou e vai ficar para sempre na minha memória.

domingo, 29 de novembro de 2009

ESTILHAÇO-ME


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ESTILHAÇO-ME

Vídeo da conclusão do Tcc de Escultura da EMBAP. http://www.youtube.com/watch?v=ozgzm9JKfBA

Evolução


"Não há, para o ser humano, um desenvolvimento biológico que possa ocorrer independente do cultural." Fayga Ostrower.

sexta-feira, 31 de julho de 2009




Prazeres confiscados (Parte de uma matéria da REVISTA TRIP # 179 / Julho 2009


Nessa matéria os entrevistados falam sobre as maiores privações pelas quais passaram mas essa em especial fala de Mulheres de um modo que só quem gosta de mulheres mesmo é que sabe do que ele está falando. E gostar de mulheres é como ele mesmo diz: Não é apenas sexo.

Luiz Alberto Mendes
56 anos, Autor do livro Memórias de um sobrevivente, no qual fala sobre os 31 anos e 10 meses que passou preso.

“O que eu mais senti falta foi de mulheres. Chegava a um ponto, depois de décadas distante do convívio com elas, que só de vê-las, saber que elas existiam de fato, já era um prazer inenarrável. Não é apenas sexo. Conversar com elas era uma delícia, um mundo novo que surgia como que do nada. O modo de uma mulher de saias sentar, por exemplo, ainda me causa um imenso prazer. Esse foi um dos maiores castigos, a supressão do meu direito humano de estar junto com ‘humanas’.”

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Arnaldo Jabor


Recebi um e-mail muito bom de uma crítica do Arnaldo Jabor, como sou fã do cara e concordo com tudo que ele escreve nesse texto resolví compartilhar com todos. Um abraço!!!


O que as mulheres serão para as gerações futuras?
Arnaldo Jabor

Acabo de voltar do carnaval na praia, onde fiz uma triste constatação: tá dominado, tá tudo dominado!!! Só dá funk! O "neo forró" tenta uma reação, mas suas letras não são cafajestes e não trazem a "alegria compulsória" que o brasileiro tanto gosta.

Aí não dá, né, pô?! Como é que o cara quer fazer sucesso sem tratar mulher como lixo?! Esses forrozeiros, vou te contar...

A indústria do CD pirata vai tratar de enfraquecer esse negócio, mas o jabá e a televisão devem insistir na onda por um bom tempo. Xuxa, Luciano Huck, Raul Gil, Gugu, enfim, toda essa gente boa vai se virar pra ganhar em cima. A Bandeirantes até já vai lançar um programa semanal com duas horas de duração dedicado ao funk. Isso, claro, até o "Tigrão", a mente por trás do "movimento", ser domesticado, o que, em termos mercadológicos, significa botar um terninho e gravar uma babinha pra novela das oito da Globo.

O "Tigrão", aliá s, deu uma elucidativa entrevista pra revista VIP de março. Eu digo elucidativa, pois ele dissipa a névoa de ignorância (por parte do público) que encobria alguns aspectos do "movimento". Vejamos: em determinado trecho da entrevista, "Tigrão" diz: "....As pessoas gostam desse erotismo. Mas, se você analisar, as letras nem são tão pesadas.. Elas têm duplo sentido, até porque o público infantil ouve funk".

Muitas coisas interessantes nessas sentenças! Então vamos por partes: "...se você analisar, as letras nem são tão pesadas".

Eu analisei e ele está certo. Quem, em sã consciência, poderia achar pesada a letra do funk "Máquina de Sexo", que diz:
"Máquina de sexo, eu transo igual a um animal
A Chatuba de Mesquita do bonde do sexo anal /
Chatuba come cu e depois come xereca
Ranca cabaço, é o bonde dos careca"?
Nota-se a leveza de termos como "sexo anal", "cu", "xereca" (!) e "cabaço". "Elas têm duplo sentido...".
Procurei demais e não ache i o duplo sentido no funk "Barraco III":
"Me chama de cachorra, que eu faço au-au /
Me chama de gatinha, que eu faço miau /
Goza na cara, goza na boca /
Goza onde quiser".
Ah, agora entendi! "Goza na cara" é porque o cara ficava tirando sarro da menina pelas costas. Aí ela diz "Goza na cara!". Que coisa... "...até porque o público infantil ouve funk". Eis uma verdade e a preocupação do "Tigrao" se justifica.

Foi pensando nas crianças que o garoto Jonathan, de 7 anos (ele mal tem coordenação motora para reproduzir a coreografia) foi incentivado a gravar o funk "Jonathan II", de edificante letra:

"De segunda a sexta, esporro na escola
/ Sábado e domingo, eu solto pipa e jogo bola
/ Mas eu já estou crescendo com muita emoção
/ E eu já vou pegar um filé com popozão".
7 anos!!! 7 anos!!! Pô, foi mal... A culpa é minha, gente grande, feia e besta, que não entendo.

Então, vamos lá, repetir o discurso de dez em cada dez apresentadores d e programas femininos e de auditório: todo mundo junto, um, dois, três e já: "A malícia está na cabeça do adulto, a criança só quer se divertir. Onde já se viu, se preocupar com uma coisa dessas. Das crianças que passam fome na rua ninguém fala nada...". Aplausos entusiasmados e urros de apoio, por parte do auditório.

É bom que se diga que as crianças que passam fome nas ruas são um sério problema social, cuja resolução deve ser uma das prioridades máximas de qualquer governo (detalhe sem importância: os funks da moda não passam nem perto dessa questão.. Mas, beleza, vamos lá...). Só que é um problema do governo, a gente não tem nada com isso, não é mesmo? Ao invés disso, vamos dar risada e incentivar o moleque de 7 anos (7 anos!!!) a "pegar um filé com popozão". Afinal, nunca é cedo demais pra mostrar pro papai que se é um garanhão, que não deixa passar nenhuma cachorra. Isso é que é uma infância saudável!

E pens ar que eu perdi tanto tempo assistindo "Bambalalão", "Sítio do Pica-Pau Amarelo" e ouvindo aqueles discos da "Turma do Balão Mágico". Ao invés disso podia estar por aí, transando umas cachorras...

Enquanto a gente dá risada, a molecada vai crescendo com a certeza de que mulher não passa de uma bunda e um par de peitos siliconados, que gosta de ser chamada de cachorra e que acha que só um tapinha não dói. Se "só um tapinha não dói", o primeiro deveria ser dado no popozão dos tigrinhos e cachorrinhas que curtem essas coisas.

Depois a gente não entende o motivo do aumento dos índices de violência contra a mulher e porque ela é tão desrespeitada na sociedade. Será que não é óbvio?

Você, cadela... quero dizer, mulher que está lendo isso, levante-se e lute! Não seja uma cachorra! Um tapinha dói, sim! Exija respeito antes que nós, homens, acreditemos que é isso mesmo que vocês querem. Deponham as Xuxas, Carlas Perez , Feiticeiras, Tiazinhas, Enfermeiras, Internéticas, Vampiras, Fernandas Abreu e Vanessinhas Pikachu de seus reinados de miséria intelectual! Conto com vocês!!!

E lembrem-se sempre da cada vez mais pertinente frase de Oscar Wilde:
"Todo crime é vulgar, assim como toda vulgaridade é criminosa."